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24/08/2011

Você sabia que para evitar enchentes convém separar pelo menos 25% do terreno sem construção (permeável)?

E o volume de chuvas vem aumentando naturalmente no Brasil

A maioria das pessoas não sabe que para evitar enchentes convém manter pelo menos 25% do terreno permeável, ou seja, sem construção ou calçamento. Segundo a enquete publicada neste site, 53% dos participantes não sabiam e 47% sabiam.

São consideradas impermeáveis, além das edificações, as áreas destinadas a piscinas, acessos de veículos, estacionamentos descobertos e canchas descobertas, independente do tipo de revestimento do piso.

Uma coisa é a legislação e outra são os costumes. Em muitas cidades, existem leis e decretos municipais que aconselham o uso e a ocupação do solo e até o crescimento da cidade. Tem Prefeitura que inclusive estabelece como obrigatória a construção de reservatórios de detenção da água das chuvas caso sejam feitas obras de mais de três mil metros quadrados ou em caso de necessidade de impermeabilização de mais de 75% da área de um terreno. 

Estas piscinas escoam águas excedentes para as galerias pluviais com menor impacto, ajudando a amenizar o efeito das chuvas e a evitar enxurradas.

Ao saber disto entendemos o porquê de estas prefeituras exigirem a área permeável para expedir a certidão do habite-se , documento que libera a construção para ocupação. Percebemos também que não há fiscalização ou procedimentos potentes o suficiente para impedir que rapidamente o habitante daquela área construa na parte permeável do terreno em nome de interesses próprios.

Outra situação que frequentemente acontece é a sugestão, por parte de empreiteiros e corretores de imóveis, do calçamento das áreas permeáveis do solo após a concessão do habite-se.

Bons exemplos

Analisando as causas e consequências desta regulamentação também percebemos a falta de informação da população e a falta de bons exemplos de senso de bem comum por parte de todos, desde a população até as autoridades e gestores públicos.

O resultado deste encadeamento de negligência, ganância, egoísmo e maus exemplos é entendido facilmente quando chove – aliás, o volume de chuvas vem aumentando em áreas próximas aos trópicos, inclusive no Brasil.

Ruas alagadas que carregam para o leito dos rios, além de lama, também pessoas, casas inteiras, carros e infinitos outros pequenos rejeitos plásticos e metais, que não se decompõem facilmente e, aliás, têm aumentado muito em volume em função do consumismo e da negligência à educação e à cultura.

Estes numerosos materiais acabam parando nos mares e no sistema digestivo dos organismos marinhos e, consequentemente, na cadeia alimentar das espécies. Contaminação semelhante acontece com o solo, alcançando os lençóis freáticos.

A confiança de que as soluções para os problemas enfrentados hoje venham das inovações tecnológicas parece erroneamente liberar todos de atitudes simples que, se fossem imitadas, preservadas e passadas às futuras gerações resolveriam ‘muito mais milagrosamente’ nossas vidas.
Cidadão, independentemente de haver legislação em seu município:

  • procure respeitar a porcentagem de 75% de permeabilização do solo.
  • Se houver legislação no seu município, conheça-a e ajude a fiscalizar, denunciando infratores.
  • Consuma conscientemente,
  • separe e destine corretamente o lixo.
  • Na hora de comprar qualquer produto, analise se realmente precisa dele e
  • analise se o volume de embalagem é exagerada ou
  • se aquela embalagem é impactante ao meio ambiente.
 
 

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